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Morando sozinha

Hoje vou falar de uma experiência que já tem uns 3 anos – morar sozinha.

Já tinha testado essa situação durante 1 ano em Brasília e quando finalmente decidi tentar a vida em SP, já não estava ‘tão’ difícil.

A primeira coisa que pensamos em morar sozinho é: festas e liberdade! E acabamos esquecendo que seu dinheiro acaba, seu trabalho aumenta e a solidão também.

De todas as pessoas que conheço, todas reclamam da solidão. Não é fácil ficar doente, não é fácil ter que decidir tudo sozinha, não é fácil se bancar. E quando chega uma quarta-feira de madrugada e vc só quer ouvir a voz de alguém, ninguém vai ter tempo pra te ouvir.

Então, esqueça que é oba-oba. Esqueça das festas – elas vão ser minoria. Se quer dar uma festa em casa, os vizinhos vão reclamar. Você vai ter que arrumar tudo e o dinheiro que gastar com isso, provavelmente vai ser o dinheiro para pagar alguma conta essencial ou até o dinheiro da comida. Isso vale para baladas também. Ou seja, todo mundo que mora sozinho acaba ficando pobre, R$ 2,00 faz diferença.

Considere também o esforço na casa, você vai ter que assumir alguns serviços. Lavar louça, lavar roupa, limpar a casa, pagar contas, comprar coisas (como papel higiênico)… pasmem! a roupa não se lava sozinha e aparece milagrosamente no armário, a casa não absorve a sujeira e fica cheirosa sem esforço e a comida não brota na geladeira, muito menos no fogão. Morar sozinho tem muita coisa boa mas se a ideia é uma balada eterna, provavelmente você não está preparado para assumir esta responsabilidade.

Mais uma dica que proponho: fuja de pessoas que não passam por essa situação – se virar! Já passei por 3 situações bem chatas de ter que assumir um monte de responsabilidade para os outros, gastar o que eu não tenho e receber pessoas que eu não conhecia em casa. Só quem mora sozinho sabe o valor de cada centímetro da casa, o valor do dinheiro e o da responsabilidade.

Namoro uma pessoa mais nova que eu e que ainda mora com os pais, assim como a irmã e os amigos. E em alguns momentos já tive problema em relação a isso, de assumir funções como se fosse a mãe dele e levando os amiguinhos para passear. Inclusive isso já aconteceu com alguns amigos meus que ainda não passaram por essa fase de amadurecimento. O que aprendi na marra e com a corda no pescoço foi ‘se assumir’. E não fiquem com medo de passar pelo mesmo. Só nós decidimos quem queremos na nossa vida. Só nós sabemos as contas e percalços que passamos. Ninguém tem nada com isso. Cabe a nós mensurar o valor das nossas coisas e o resto que se acostume… ou não. Mas aí já não mais nosso problema.

Abaixo um vídeo muito bom sobre morar sozinho:
http://www.youtube.com/watch?v=r5WtXvoZDNo

Primeiras impressões do tratamento

E com insônia. Não me perguntem porquê. Achava que com esse tal de Tapazol meu sono se regularizaria. O que acontece é… não sei o que acontece. Até ontem estava reclamando de dormir demais, agora não sei o que está dando esse revira-revira na cama.

Bem, as últimas notícias… Terça passada persegui meu médico no Hospital Universitário da USP até ele me atender. Quando me re-apresentei, ele já começou a brigar comigo. Ouvi como uma filha submissa uma bronca daquelas dizendo que já devia ter começado esse tratamento há 8 meses, que tireóide não é brincadeira etc.

Mas enfim, ele me diagnosticou! Com a Doença de Graves que expliquei no post passado. E já começou o tratamento: 2x/dia Cloridrato de Propanol 40mg (para a palpitação) e o Tiamazol, vulgo Tapazol, 10mg 3x/dia. Pediu para eu começar com 2x ao dia até me acostumar (levaria de 5 a 7 dias para ver diferença). Também me proibiu de engravidar, além de fazer qualquer esforço físico, para não sobrecarregar o coração.

Pois em 5 dias o que posso dizer do Tapazol? Odeio esse remédio. Quando eu tomo, sinto tontura e toda a alteração no sono que falei lá em cima. Hoje eu ainda estou sentindo dor de estômago, se é do remédio ou das porcarias que ando comendo, quem vai saber. Só ontem comi uma barra de 130g de chocolate Hershey’s cookies n’ creme (resultado que minha ansiedade continua a mesma). Também não notei ainda nenhuma interferência no meu humor, continua irritadíssima com muita gente (será que é tireóide ou consciência demais?!). Mas o que anda mais me preocupando hoje é sentir umas coisas estranhas no coração. Um pouco de medo, confesso.

Minha pressão estava normalzinha todo esse tempo – talvez até porque o hipertireoidismo eleve a pressão, como sempre tive pressão baixa, o hipertireoidismo normalizou ela, espero – mas o propanolol tem sua principal atividade na própria pressão arterial. Acredito que minha dose não é das mais homeopáticas, pois a bula diz para o adulto começar com 40mg/dia, eu já estou começando com 80mg. Vai entender, né?! Será que esse mal estar é a pressão caindo? Amanhã estarei no ambulatório da USP, já vou perguntar isso.

Mas bem, mais um sintoma na lista – dor nas articulações. E inclua isso no quadril, joelhos e tornozelos. A dor nas costas deve ter sido de ficar sentada em uma bola horas namorando o computador. Isso tudo faz parte da Doença de Graves? Siiiim. Então tudo bem, calemos a boca, paremos de reclamar e esperemos pacientemente tudo passar.

Ao menos o cabelo parou de cair… Não vi um fio no pente desde terça. Ao menos uma coisa boa nesse martírio diário e noturno. Espero ter melhores notícias na próxima vez.

Sobre a Doença de Graves

Após alguns meses tentando descobrir o que estava alterando meu T3 (triiodotironina), T4 (tiroxina) e TSH, finalmente fui diagnosticada – Doença de Graves, doença de Basedow-Graves ou ainda, bócio difuso tóxico.

É uma doença auto-imune, ou seja, o corpo começa a atacar a si mesmo criando anticorpos. Essa agressão normalmente é para atacar a própria tireóide. A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertiroidismo.

A tireóide é uma glândula localizada na parte baixa do pescoço. Responsável pela produção de T3 e T4, esses hormônios controlam todo o metabolismo (temperatura, gasto calórico, ganho/diminuição de peso)… A tireóide é controlada pela hipófise através do hormônio TSH (hormônio estimulador da tireóide). Quando existe pouco hormônio tireoidiano circulante, a hipófise aumenta a produção de TSH, estimulando a produção de T3 e T4. Quando existe muito hormônio tireoidiano circulante, o contrário também ocorre. Assim o metabolismo se encontra em equilíbrio.

O hipertireoidismo pode acontecer de 2 formas: um problema cerebral (na hipófise), estimulando a tireóide a funcionar ininterruptamente ou um problema na própria tireóide. A glândula começa a funcionar como um órgão independente, produzindo T3 e T4 o quanto quiser, ignorando os níveis de TSH.  A hipófise interpreta essa situação suspendendo os níveis de TSH. Na Doença de Graves ainda ocorre um diferencial muito característico: o corpo começa a atacar a tireóide produzindo anticorpos (lembra que é auto-imune?!)

Independente da causa, os sintomas do hipertireoidismo são causados pelo excesso de T4 no sangue e são:

  • Ansiedade e irritabilidade
  • Insônia
  • Perda de peso sem perda do apetite (às vezes há aumento do apetite e aumento do peso)
  • Taquicardia = aumento da frequência cardíaca acima dos 100 batimentos por minuto
  • Arritmias cardíacas
  • Tremores nas mãos
  • Retração das pálpebras
  • Suores e calor excessivo
  • Perda de força muscular
  • Diarréia ou aumento do número de evacuações
  • Diminuição ou cessação da menstruação
  • Bócio (aumento do pescoço).
A doença é 8x mais comum nas mulheres do que homens e costuma se manifestar entre os 20 e 40 anos. Os anticorpos característicos não afetam somente a tireóide, também afetam a musculatura e gordura ao redor dos olhos chamada de oftalmopatia de Graves. Pode causar protusão do olho, edema ao redor dos olhos e inflamação ao seu redor. Em casos mais graves, pode levar a cegueira.
Realizei diversos exames a fim de diagnosticar a Doença de Graves. Exame de sangue, cintilografia da tireóide com captação de iodo e ultrassonografia da tireóide. Os resultados foram:
Exame de sangue:
     T3: 7,4. Valor de referência: 0,6-1,81
     T4: 4,11. Valor de referência: 0,89-1,76
     TSH: <0,008. O valor de referência: 0,55-4,78
     Anticorpo anti-peroxidase: 1567. Valor de referência: <60
     Anticorpo anti tireoglobulina: 330,8. Valor de referência: <60
Cintilografia da tireóide: Bócio difuso.
Ultrassonografia tireoidiana: Alterações ultrassonográficas da glândula compatíveis com tireoidite crônica na fase inicial.
Então é isso. No próximo post vou falar sobre o tratamento e os efeitos colaterais dos remédios que estou tomando.

Um caso real

‘O número de estupros registrados no Estado de São Paulo aumentou 11,5% em janeiro deste ano, em relação ao mesmo mês de 2011. E em todo ano de 2011, foram feitos 10.399 boletins de ocorrência por estupro, o que dá, em média, um caso por hora.’

Foi essa notícia da Folha de São Paulo que não sai da minha cabeça desde ontem, quando a poeira baixou embora sem interromper as lágrimas e o medo de sair de casa, de ficar sozinha no quarto de noite. Se é que algum dia vai sair… Mas espero em algum momento ficar menos pesado.

Segunda-feira era para ser um dia normal. Fui para o mestrado, voltei do mestrado, parei no mercado para fugir da chuva, voltei para casa. Deveria ter desconfiado da minha insegurança, da minha paranóia. Todos os homens que passavam por mim, me assustavam. E os acompanhava com os olhos até a vista não conseguir mais. Acompanhei de longe o caminho de uns  5 homens, até chegar em uma rua sem luz. Forçando o medo e a inquietude, insisti no caminho. Sempre tinha passado por ali. Sempre foi tudo tranquilo. Sempre… sempre… sempre… Nesse sempre de todas as vezes, aconteceu o não-sempre. E foi nesse dia que algo mais aconteceu.

Estava distante uns 3 ou 4 quarteirões da minha casa, quando ouvi passos. Mas não eram passos normais, eram passos de quem corria para um objetivo fixo. E esse objetivo era eu.

Virei contradizendo minha paranóia e a cabeça dizendo que as pessoas são realmente boas. Que o preconceito não tem nada de concreto e que eu não deveria temer nada, já que é um bairro seguro. Com os olhos vidrados e cheios de objetivo, custei a acreditar que seria para o meu mal. Ele me agarrou de forma que não conseguia mexer os braços e nem minha razão.

Pode ser Deus, pode ser anjo da guarda, pode ser pânico, pode ser instinto de sobrevivência ou pode ter sido tudo junto. Enquanto ele me levantou do chão e tentou me levar em direção a um carro parado a uns 100 metros na frente, algo em mim falou mais alto. Algo que qualquer policial diria ao contrário. Eles diriam: não reaja. Realmente, eu não tinha a menor chance. Nos seus aproximados 1,80, ele faria qualquer coisa sem o menor esforço. E se a minha razão estivesse normal, ela não deixaria eu reagir. Saberia que a rua estava deserta, que há dois quarteirões eu não vi ninguém, que teria muita gente fora das casas e que por todas essas razões ninguém veria o que tinha acontecido.

Usei minha única arma que tinha no momento, a garganta. Gritei como se fossem me ouvir lá de Brasília, gritei com toda a força que nunca imaginei que poderia ter. E nos 5 segundos que durou tudo e que poderia ter sido decisivo na minha vida, apareceu dois seguranças. Ele me soltou e ao cair no chão, perdi tudo e desabei. Perdi a confiança, perdi a força das pernas, perdi o controle do meu sistema nervoso e chorei como uma criança.

Ainda observei do chão ele fugindo, a porta do carona do carro aberta… já estava tudo preparado… E eu no chão, com medo, e na burrice da emoção, pedi para os seguranças ficarem comigo ao invés de anotar a placa do carro.

No outro dia, fui na delegacia tentar fazer reconhecimento de rosto. A delegada na sua experiência de crime, me parabenizou. E afirmou mais uma vez da minha sorte e a minha salvação. É triste saber disso. É triste saber que sou uma excessão. Agostinho da Silva, escritor português, sempre colocava água para meu anjo da guarda e acho que fui retribuída de alguma forma.

Se foi para sequestro, estupro, os dois ou alguma outra coisa, é uma dúvida que nunca quero desvendar. Mas a lembrança vai deixar uma cicatriz emocional, me dizendo que minha intuição nunca deve ser subestimada.

Receita de vovó para hidratar os cabelos

Comecei uma nova categoria no blog – receitas naturais para beleza! Eu adoro testar novas receitinhas milagrosas e não há motivo para eu não disponibilizar o que aprovo (e o que eu também não gosto). Hoje, vou falar de uma das muitas receitas que minha avó me ensinou e que uso desde criança ao menos uma vez ao mês.

Ingredientes:
– 1 gema de ovo (sem pele);
– 1 colher de sopa de azeite e
– 1 colher de sopa de mel.

Modo de preparo:
1. Retire a pele da gema (pode ser com uma colher);
2. Misture o azeite (quanto melhor a qualidade do óleo, melhor será o efeito);
3. Misture o mel:
4. Misture tudo até conseguir uma mistura homogênea e aplique no cabelo todo. Coloque uma touca (pode ser essas de banho mesmo) e deixe por aproximadamente 20 minutos. Lave normalmente.

Dicas:
Assim que preparar a receita, utilize-a imediatamente. Não guarde. Ovos caipiras têm uma qualidade melhor para a receita. Se o seu cabelo é comprido e/ou grosso, pode dobrar, triplicar… a receita sem problema algum.

Comentários:
Adoro essa receita. É bem simples, com ingredientes baratos e fáceis de achar. Hidrata nitidamente os fios e os deixa bem sedosos. O cabelo fica mais pesado, parecendo cabelo de índio. Apesar de parecer que vai ficar bem fedido, não fica tanto não. E com a touca, o cheiro fica bem suportável. Depois de lavar, não se sente mais cheiro nenhum.

E vocês? O que acharam? Aprovaram?

Reforma de colchão

Retornando… Já estava na hora de ter vergonha na cara e voltar ao blog. #vorteeeeeiamores. E agora com mais categorias!

Decidi voltar com um post sobre a reforma que estou fazendo aqui em casa para receber meu docinho de coco, o Poran. O Poran era meu cachorrinho daqui de SP. Levei ele nas férias de julho de volta para Brasília e não trouxe ele mais de lá. Acontece que na capital tinha dois cães – o Sartre e a Bolota. O Sartre (Golden Retriever) morreu bem nessa época. Para não deixar a Bolota sozinha, resolvi deixar o Poran por lá também. Até que mês passado, a Bolota se estressou. E se estressou demais. Atacou ele de tal maneira que foram 2 semanas internado para reparar o estrago e desde então, a Bolota não deixa o Poran em paz, nem meus avós, diga-se de passagem. A única alternativa foi trazer o Poran de volta e para isso, algumas mudanças tinham que ser feitas.

Em primeiro lugar, procurei outros apartamentos e casas. Gostaria que fosse no mesmo bairro que sempre morei em São Paulo, mas com os preços, impossível! Ao menos por enquanto. Então a solução foi fazer uma pequena reforma. Aumentar o espaço livre e no tempo em que eu estiver no mestrado, deixaria o Poran na creche.

Vou postando as fotos e as etapas da reforma aos poucos. Vou começar pelo meu colchão. Tentei mandar as fotos por e-mail, mas não consegui. Ou melhor, conseguir mandar até que consegui, o difícil foi os outros verem ;o).

Por quê reformar um colchão? Bem, minha cama era uma King Size padrão americano e como tal, ocupava muito espaço – 1,2 x 2,03 metros, mais precisamente, mais da metade do meu quarto. Decidi corta-la para não pagar um preço fora de proporção por uma cama tão boa quanto. Para cortar, utilizei uma faca de cozinha, um alicate, uma tesoura e muita disposição. Não foi muito fácil não, para falar a verdade, nada fácil. Não lembrava que era de mola, achava que era só espuma (para isso o alicate). Cortei no tamanho da cama casal padrão (mais fácil encontrar roupa de cama). O resultado está aí embaixo.

Olha o colchão cortado

Nessa hora, não achava que daria muito certo. Mas criatividade é tudo nessa vida, para segurar as molas e a espuma, comprei um protetor de colchão (r$23,00) e a roupa de cama taparia tudo. O resultado foi

Cama depois de cortada

Até agora, eu, namorado e gatinhos aprovamos o resultado. E vocês? Gostaram?

É preciso…

… estar preparado para a chuva.